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“A importância do coordenador na identidade da RCC dentro do grupo de oração”

 

 

Muitas coisas são importantes para um coordenador de grupo. A formação é importante, pois é um meio de os coordenadores de sentirem cada vez mais Renovação Carismática Católica. Um coordenador precisa saber saber do movimento que participa. Um coordenador que não se forma é igual ao mar agitado pelo vento. Ele não tem fundamento. Deus quer que cada um tenha um fundamento, o conhecimento de tudo o que O Senhor quer instruir. Deve-se conhecer o essencial do seu movimento para que se possa ser liderança segundo o coração de Deus.

 

Muitos que estão à frente não assumiram ainda a visão espiritual. A vida no Espírito é dinâmica: a cada instante se pode recomeçar. Cada coordenador precisa recomeçar a missão; recomeçar a partir de uma visão espiritual sobre o que é a RCC. Não importa a quantidade de tempo, anos em que se tem de Renovação Carismática Católica, o mais importante é conhecer de fato o movimento em que se serve a Cristo.

 

Nós podemos contribuir muito para cristianizar o nosso mundo, tão angustiosamente necessitado de evangelização. É necessário nos formarmos de uma forma progressiva para educarmos nossa fé. Ninguém vive só de banquetes, nem só de três tendas montadas no Monte Tabor. Muitos apenas pensam em reavivamentos, apenas com certo pregador de tal lugar. Isso pode gerar apenas um reavivamento temporal de forma explosiva, passageira, superficial.

 

A RCC deve orar por toda a Igreja, sem se fechar em si própria. Deve-se incluir toda a Igreja, sem se colocar numa posição crítica. Rezar para que todas as opções de Igreja sejam conduzidas pelo Espírito Santo. “Uma renovação que não sabe sua missão está destruída”. Essa reunião é para falar de alimento sólido, daí a importância de todos estarem preparados para a mesma. É necessário que todos estejam a postos: mediante jejum, mortificações e orações. “Preparem-se para estas reuniões”. Exortou.

 

 

A RCC é parte, membro da Igreja

 

A RCC deve situar todo o seu trabalho dentro da Igreja. Ela tem uma tarefa evangelizadora, dentro da Igreja, nas paróquias. É fácil reunir apenas os participantes da RCC, mas não se alcança aqueles que podem estar longe da Graça do Espírito Santo. É mais fácil aqueles que conhecem nossa linguagem. É missão levar, de uma forma sadia, a espiritualidade carismática aos outros também.

 

O verdadeiro carismático é aquele que sabe assim ser de forma madura para a Igreja, pois a RCC existe para a Igreja. Muitos movimentos, no passado, surgiram com desejo de renovar a Igreja. Entretanto, por ação do mal, foram vencidos pela impaciência, se apartaram da Igreja e, com o tempo, foram se apagando e desapareceram. Não se pode ser independente. Deve-se viver a vida de paróquia sim, mas com a identidade carismática.

 

A RCC não é uma seita da Igreja: é uma espiritualidade única para que esta visão seja inserida em nosso meio. A Santa Sé aprovou a organização da ICCRS para a vivência dos carismas e a fomentação dos mesmos de forma prudente para toda a Igreja.

 

A espiritualidade não é nossa, não somos donos. Nós devemos lembrar que a Igreja a quer para todos. A RCC não se restringe a Rebanhão, nem Vem Louvar, mas é feita dos pequenos encontros, principalmente, os Grupos de oração.

 

Se não nos esforçarmos, não seremos nada para a obra de Deus acontecer. Não podemos nos apegar as facilidades. O evangelho quer que vivamos a porta estreita. Não adianta chegar qualquer pessoa que proclame que nossa diocese ou grupo de oração será de fogo, se este fogo não começar em cada um de nós.

 

A missão do coordenador é ajudar as pessoas a descobrirem o quanto Deus tem a fazer através delas. Os homens e mulheres de Deus surgiram quando olhamos para elas como Deus olha. Quando se fala que não tem ninguém que substitua é porque não se deixa ninguém crescer. Onde o Espírito Santo age, sempre se tem gente para crescer.

 

Estruturas que tiram a vida de paróquia são algo totalmente fora da nossa missão que nos faz perder a nossa identidade. A Igreja é a nossa segurança. Sem a presença dela em nós, seremos destruídos. Isso é o que a Igreja espera de nós. “Precisamos fazer o que Deus quer da RCC, para que ela não seja uma sigla apenas, uma empresa ou um comércio”, falou Ibrahim.

 

Assim se encara aquilo que Deus nos dá. A RCC é obra do Espírito Santo, não nossa. Ele faz o que quer (sopra onde quer). Não tem fundadores, pois assim não nos fundamentamos em apenas uma pessoa, mas naquilo que Deus quer. Deus não quer estrutura para a RCC. Ela existe para renovar as estruturas que existem, as paróquias que existem. Deus quer que voltemos para a paróquia. Os primeiros formadores são os coordenadores: não e pode pedir que outros façam aquilo que é de nossa auçada.

 

Infelizmente, alguns coordenadores conhecem superficialmente a realidade da RCC. É preciso cair as escamas espirituais nos olhos de todos aqueles que são conselho arquidiocesano e coordenadores para que possam conduzir a RCC como Deus quer. A RCC nasceu da Igreja e para a própria Igreja.

 

 

Pontos fundamentais da RCC:

 

- Necessária discreta insistência sobre a realidade da RCC: o que é e o que se pretende. Não fazer espetáculo e histerismo, mas conversão. A certeza de que Deus age é a conversão, não espetáculos;

 

- Deus quer um povo que se pareça com Ele. Quanto mais se for verdadeiramente renovado, mais assim será um com o Senhor. A RCC é profunda e essencialmente cristocêntrica. Não se pode confiar em si próprio. Não se pode confiar no nosso discernimento. Para entender a RCC, deve-se entender o contexto mundial em que ela nasceu. Foi uma oposição a um mundo que proclamava até de forma literária a morte de Deus.;

 

- Precisamos ter a ação do Espírito Santo para servir, não de cargos. Não se pode ser autônomo, deve-se ser enviado pela própria comunidade. O coordenador tem a plena unção de enviar. Os coordenadores é que devem primordialmente formar os servos de ministérios, as comissões arquidiocesanas apenas devem auxiliar.

 

A RCC é essencialmente um movimento para renovar a Igreja. É essencialmente paroquial. Nossa missão é permitir que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja. O Senhor mostra o caminho: uma grande graça alcançando cada paróquia onde os grupos de oração existem. Cabe a cada um, ou seja, cada coordenador junto com os servos, serem condutores dessa graça de Deus.

 

 

 

Ibrahim Mohamed

Presidente do Conselho Arquidiocesano da RCC-DF